Projeto de escolas em tempo integral é apresentado a ASEOPP

 

Uma exposição onde foram apresentados diversos índices mostrando que nas quatro escolas do ensino médio de Sergipe que têm tempo integral a evasão escolar foi reduzida drasticamente como também o alto índice de quem conclui o ensino médio, foi o tema da exposição do secretário de Estado da Educação, Jorge Carvalho na reunião-almoço da Associação Sergipana de Empresários de Obras Públicas e Privadas – ASEOPP.

 

Jorge Carvalho fez uma ampla exposição sobre a política de fomento à implementação de escolas em tempo integral. Ele disse que o Estado tem 131 mil jovens dos 15 aos 17 anos que deveriam cursar o ensino médio. Destes 22 mil estão fora da escola, só que 10 mil trabalham e 11 mil não trabalham, nem estudam.  “Um contingente enorme ocioso a mercê da marginalidade”, alertou.

 

Índice alto de não conclusão do ensino médio – O secretário comparou os índices de conclusão do ensino médio nas escolas que já tem ensino integral com as que não tem. Nas 202 escolas que não tem o ensino integral a média de conclusão é de apenas 32%. Ou seja em cada 100 alunos, 68 não conclui o ensino médio. Enquanto que no Atheneu, por exemplo, que tem tempo integral, de 100 alunos, 70 conclui. Uma perda de apenas 30%.

 

Para Jorge os números apresentados prova que se pode ter uma escola pública de resultado. “É um diferencial brutal de aproveitamento do dinheiro público”, disse, lembrando que Sergipe, pelo IDEB, oferece o pior ensino médio do país e que Pernambuco, depois que implementou o sistema hoje tem o ensino com melhores índices do Brasil.

 

 

Jorge anunciou que o MEC, com base na lei, já autorizou que o sistema integral seja implantado em 37 escolas nos próximos anos. Com isso terá um plano de investimento em obras para os próximos 10 anos na ordem de R$ 400 milhões. E algumas escolas já aderiram para iniciarem as obras este ano.

O associado Geraldo Magela, que sugeriu o convite a Jorge Carvalho agradeceu a explanação e disse que os pequenos e médios empresários estão preocupados com o fim de alguns projetos como Proinvest e Sergipe Cidades e buscam perspectivas para os próximos anos.

O presidente da ASEOPP e o vive, Francisco Costa, aproveitaram para expor a necessidade de orçamentos compatíveis com todos os custos das obras e com os preços exequíveis. Luciano Barreto conclamou a todos os associados a defenderem o temo integral que é um avanço enorme e por isso vem sendo respaldado por toda sociedade.