Sebrae apresenta projeto para ajudar pequenas empresas da construção civil

 

O projeto de Desenvolvimento da Construção Civil nos territórios de Sergipe foi apresentado por técnicos do Sebrae/SE na reunião-almoço da Associação Sergipana de Empresários de Obras Públicas e Privadas – ASEOPP, desta semana. A reunião contou com a presença do diretor presidente do Sebrae/SE, Emanoel Silveira Sobral, do gerente da Unidade de Atendimento Coletivo, José Leite do Prado Filho,  do Gerente da Unidade de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial, Pedro Fiscina e do analista Thiago Oliveira.

 

Ao abrir a reunião, Emanoel Sobral, disse que o Sebrae tem suas limitações de atuação dentro do valor de R$ 3,6 milhões no faturamento anual da empresa, mas preparou um projeto para que possa ajudar no fortalecimento da qualificação das pequenas empresas da cadeia da construção civil. Inicialmente o projeto vai beneficiar 15 construtoras e 10 fábricas de cerâmicas. A ideia é qualificar o relacionamento entre pequenas e médias empresas da cadeia da construção civil.

 

O analista Thiago Oliveira fez uma retrospectiva do setor da construção civil no Brasil e em Sergipe, nos últimos anos até chegar em 2013 no crescimento maior e a desaceleração  que iniciou-se em 2014. “É um setor que precisa ser observado dado a sua importância no contexto de Sergipe”, explicou ao apresentar números e dados econômicos que aparentam sinais de melhora.

 

Emenda – O vice-presidente da ASEOPP, Francisco Costa, que sugeriu o convite ao Sebrae, aproveitou para pedir o apoio a emenda que a entidade está enviando para os congressistas no sentido de tornar mais justa a disputa, já que as empresas de pequeno porte (EPP), até 3,6 milhões, tem uma regalia nas licitações, mas na verdade essas empresas muitas vezes faturam bem mais. A emenda  vincula o limite da EPP, sem a regalia de poder baixar 10% se já está comprometido com obras. “Queremos apenas pé de igualdade já que muitas vezes a EPP entra e depois não tem condições de arcar com a obra ou está bem acima do limite da empresa de pequeno porte. É uma distorção”, explicou.

 

O presidente da ASEOPP, Luciano Barreto, agradeceu a presença de todos e lembrou que a entidade vem lutando há 10 anos, através de debates em fóruns em todo o país, para melhorar a construção civil através de propostas realmente viáveis. “O que vimos é que a nova lei das licitações será pior que a 8.666. Destruíram o setor da construção civil, agora começaram a destruir o setor da carne. Estamos vivendo um quadro muito difícil”, alertou.

 

Reunião CBIC – A engenheira e consultora Patrícia Carvalho fez uma exposição sobe a reunião que participou em Brasília, na Comissão de Materiais da Câmara Brasileira da Indústria da Construção- CBIC, sobre Norma de Desempenho. Um dos temas debatidos foi o BIM (Building Information Modeling) que visa criar um modelo único de informações para a construção civil, inclusive com uma rede de laboratórios para atender as demandas das construtoras e incorporadoras. O BIM será lançado em maio no Encontro Nacional da Construção Civil – Enic.