Sucesso workshop que debateu as perspectivas para a construção civil

A nova economia mundial através da nova economia globalizada e digital foi um dos temas debatidos no Workshop: perspectivas para a construção civil 2019-2022, promovido pela ASEOPP (Associação Sergipana dos Empresários de Obras Públicas e Privadas) e pelo Sebrae-SE, numa idealização da Projeção Consultoria Estratégica e apoio do  CREA/SE e do Clube de Engenharia.

Com vasta experiência nacional e internacional, o engenheiro e presidente da Urban Systems, Thomaz Eduardo Barbosa Assumpção destacou a importância de estudos de lógica urbana, inteligência estratégica e analise de risco de investimentos. “Não podemos perder a dimensão mundial numa econômica globalizada e digital. O que interessa no mundo é aprender a planejar diante da nova realidade”, explicou.

Thomaz deu vários exemplos de mudanças rápidas por conta das novas tecnologias e que essa lógica também está atingindo a construção civil. “E depende da gente olhar daqui para frente e como a construção civil tem atributos e sempre foi a grande indutora do crescimento no Brasil”, disse, afirmando que é interpretar o risco faz parte desta nova demanda. Ele citou o índice construído pela Urban Systems que foi adotado pela revista Exames com o ranking das melhores cidades do país através de 11 eixos e 70 indicadores. Em 2018 Aracaju ficou entre as 100 melhores cidades.

Outro exemplo dado por Thomaz Assumpção foi o projeto idealizado pela Urban Systems na cidade de Uberlândia (MG) onde foi implantado um bairro (Granja Marileusa) planejado e inteligente numa área onde era uma fazenda. “A lógica é pensar numa cidade descentralizada com diversos centros independentes equilibrados, com desenvolvimento sustentável, qualidade de vida e toda infraestrutura logística. Tudo voltado para o lazer, trabalho e moradia de acordo com as necessidades e anseios da população,” explicou, acrescentando que essa é a tendência mundial e que o Brasil seguirá.

Perspectivas para 2019 – A assessora econômica do Sindiscon/MG, economista do Banco de Dados da CBIC, Ieda Maria Pereira Vasconcelos discorreu sobre as perspectivas para a construção civil e apresentou índices e dados dos últimos abordando a crise econômica que foi a pior do século atingindo em cheio a construção civil. De 2014 a 2018 a construção civil apresentou uma queda de 27,7%, enquanto a economia registrou uma queda de 4.0%.

Com números Ieda Vasconcelos mostrou que a expectativa do Brasil crescer 2,2% em 2019 não é mais real. A prévia do BC do PIB dos primeiros meses indica um crescimento estável de zero a 0,3%. “Em 2019 o passo ainda está lento muito mais do que se esperava. E demora da reforma da previdência gera instabilidade macroeconômica e falta de a segurança na economia do país também refletem isso”, disse apresentando diversos números da construção civil em Sergipe que acompanhou a queda seguindo a economia. Segundo dados de 2014 a 2017 Sergipe perdeu nove mil vagas de carteira assinada na construção civil. Outros dados mostraram que apesar da queda na construção civil o mercado imobiliário reagiu em 2018 seguindo a tendência de todo o Nordeste. Os índices também mostram que os empresários da construção civil continuam em 61% com as perspectivas para a área.

A economista Ieda Vasconcelos explicou que o passo ainda continua lento porque depende da evolução brasileira e dos reflexos da reforma da previdência com vários cenários do crescimento do PIB que refletem também nos indicadores de confiança da economia.

Mesa Redonda – Após as palestras foi realizada uma Mesa Redonda tendo como mediador o engenheiro Emerson Carvalho. Os integrantes responderam inicialmente uma pergunta de Emerson sobre qual o papel de cada um na concretização do futuro para o setor. A economista Ieda voltou a lembrar de que o pior já passou e os dados mostraram que o fim do poço já foi embora. “E já conseguimos subir numa velocidade não tão grande como queríamos”, disse.

Presenças – O evento contou com a participação expressiva de engenheiros, empresários e estudantes. Algumas autoridades também estiveram presentes como o superintendente regional da Caixa, Diego Carrara, o secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano, Ubirajara Barreto, o presidente da Emurb, Sérgio Ferrari,  o presidente do DER/SE, Anselmo Luís, presidente da Deso, Carlos Neto, o gerente da unidade de atendimento coletivo do Sebrae/SE, José Leite, que ao lado do vice-presidente da ASEOPP, Geraldo Magela,  e do empresário Alisson Souza, da Projeção Estratégica, falaram na abertura do evento destacando a importância da parceria e do tema abordado para fortalecer a construção civil em Sergipe. O administrador e gerente regional de Negócios e Construção Civil da Caixa, Rubens Fulber fez uma explanação dos investimentos da Caixa na área e os produtos oferecidos para os empresários.